domingo, 25 de janeiro de 2026

Acordo Mercosul-UE: a salvação da lavoura


 

Nota Política do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Desde o início do século XXI a política econômica brasileira tem sido a especialização produtiva com foco no setor primário exportador. De um país razoavelmente industrializado, produzindo bens de consumo não duráveis a bens de capital, a burguesia interna enfim conseguiu fazer prevalecer a “vocação” brasileira: como defendia Eugênio Gudin (1886-1986), talvez o primeiro neoliberal brasileiro muito à frente do seu tempo, o livre cambismo é a melhor política para garantir a “vantagem comparativa” de um país rico em terras e recursos naturais, sol e água.

O acordo Mercosul-União Europeia cria a maior área de livre comércio do mundo e consolida a estratégia econômica do agronegócio brasileiro. Vale lembrar que este setor defende radicalmente o liberalismo, mas não abre mão dos vultosos recursos públicos em subsídios.

Como país em desenvolvimento, de acordo com as regras da OMC, os países do Mercosul têm o direito de estabelecer tarifas alfandegárias, a fim de “proteger” suas economias internas da concorrência de potências econômicas que possuem vantagens históricas no desenvolvimento econômico. O Acordo limita a ação dos governos em usar essa prerrogativa para impulsionar qualquer projeto de desenvolvimento autônomo e estratégico.

Do ponto de vista comercial, o acordo vai aprofundar os déficits que o Mercosul tem com a Europa. A balança comercial é favorável à UE: em 2025, o bloco sul-americano exportou US$ 49,8 bi e importou US$ 50,3 bi. Enquanto isso, a imprensa interna exalta o possível barateamento de azeites, vinhos e chocolates! No entanto, apenas para ficarmos no setor primário, por parte da Europa, carne bovina e etanol terão cotas isentas. O que exceder essas cotas será tributado.

O setor industrial será, sem dúvida, o mais afetado. Com a paulatina desindustrialização da região, operada pelas políticas neoliberais desde os anos 1990, o que restava de indústria interna será impactada com a entrada de bens de consumo e de capitais provenientes da Europa.

Menos comentado na mídia hegemônica, o filé mignon do acordo são as compras governamentais. Além de representar bilhões de dólares anuais garantidos pelo Estado, as compras governamentais sempre foram prioritários aos olhos dos países centrais. Desde medicamentos, passando por maquinário pesado como tratores, veículos de transportes, trens, ônibus, perfuradoras subterrâneas e todo tipo de produto, de material cirúrgico ao material didático, esse setor apresentava certas restrições para a aquisição internacional. Com o Acordo, abre-se um mercado gigantesco para as empresas europeias acessarem essas compras.

Os países que se opuseram ao acordo, França, Polônia, Irlanda, Áustria, Hungria e Bélgica, o fizeram por pressão interna dos agricultores. Há anos Paris enfrenta manifestações desses segmentos sociais com tratores desfilando na Avenida Champs Élysées e fechamento de rodovias por todo país.

Por outro lado, a assinatura do acordo vai impulsionar a extrema-direita na Europa. Os agricultores, especialmente a agricultura familiar e pequenos proprietários, são uma base política forte dos partidos neofascistas na Europa. O Ressemblement National, partido de Marine Le Pen, na França, se opõe ao Acordo e tem apoiado (e recebido apoio) dos agricultores. O mesmo movimento político se observa na Polônia, na Hungria e na Bélgica.

Que esse acordo favoreça o agronegócio e que os governos do Mercosul não apresentem um projeto alternativo à reprimarização da economia regional não é novidade para nós que denunciamos esse processo há anos. O que se seguirá a esse acordo terá impacto nos direitos de todos/as os/as trabalhadores/as, especialmente no setor industrial. Várias entidades patronais desse setor já estão veiculando a necessidade de “reformas estruturais” para amenizar os impactos do acordo na indústria e, para isso, levantam novamente a costumeira mentira do “custo Brasil”, ou seja, o suposto custo interno dos direitos trabalhistas.

No momento em que há um crescimento da taxa de emprego no Brasil, mesmo com as infames reduções de direitos e renda dos/as trabalhadores/as percebidos nos últimos anos, o que a burguesia interna deseja é rebaixar ainda mais as condições de vida da classe trabalhadora, além das históricas ajudas governamentais aos seus negócios.

Não ao Acordo Mercosul-UE!

Por uma política econômica que atenda as necessidades da classe trabalhadora!

Pelo poder popular no rumo do socialismo!

Nota política da Comissão Política Nacional do CC/PCB

(Reprodução: https://pcb.org.br )

sábado, 5 de maio de 2018

Núcleo duro do PCB reunido para discutir conjuntura política estadual

Quadros do PCB reunidos no último final de semana para discutir os rumos das próximas campanhas eleitorais.



Estiveram presentes membros dos diretórios municipais  de Palmas, Araguaína, Porto Nacional e Gurupi. Entre os assuntos discutidos foi definição  da criação do núcleo da  UJC no  Estado do Tocantins,  a conjuntura política da eleição estadual e os próximos cursos  de formação do Partido. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Nota Política PCB / TO

Reunião de núcleo do PCB no TO
Reunião de núcleo do PCB no TO
Membros do núcleo duro do PCB  no Estado do Tocantins,  reuniram-se no último sábado 09/12, para discutir os rumos do partido no Estado.  

Entre os assuntos discutidos falou-se sobre o avanço do capital selvagem em cima dos diretos trabalhistas, com o aval do Governo, do Parlamento e do judiciário. Sobre a crise política doa atual gestão e quais seriam as perspectivas da sucessão nas esferas Federal, Estatual, além do Parlamento. 

2º Seminário do PCB/TO - Fala de Ivan Pinheiro
2º Seminário do PCB/TO - Fala de Ivan Pinheiro
Outro assunto levantado e colocado em discussão, foi sobre como a juventude vem sendo cooptada por movimentos ligados e patrocinados por forças reacionárias e conservadoras, reproduzindo assim os seus discursos, e de que forma o PCB vem, e deverá se posicionar e  tratar desse assunto. 

Após uma análise de conjuntura do cenário local e nacional definiu-se algumas diretrizes de ações que devem começar a acontecer no início de 2018. O ciclo de ações acontecerá através de seminários e reuniões de formação, deverá iniciar em fevereiro de 2018 na capital Palmas, e se estenderá para as principais cidades polos do Estado do Tocantins.

domingo, 24 de julho de 2016

NOTA POLÍTICA DO PCB DE PALMAS


No dia 23 de julho de 2016, por ocasião da convenção partidária do Partido Comunista Brasileiro – Comitê Municipal de Palmas, deliberou-se que o PCB não lançará candidaturas para o pleito eleitoral de Palmas/TO em 2016.
Tal decisão, destacamos, não foi fruto da falta de vontade, por parte dos nossos filiados, para oferecer uma alternativa no campo da esquerda popular ou na perspectiva da emancipação social. Inclusive, registramos, foi elaborando um denso Projeto de governo como elemento estruturante de uma candidatura a prefeitura municipal de Palmas. 
Não obstante, temos que ter a humildade e transparência de reconhecer nossos limites e dificuldades, sem receito nenhum de que isso diminua nossas aspirações mais elevadas e nossas lutas mais sofridas.
Infelizmente, tais dificuldades começam no próprio sistema político vigente no Brasil. Esse sistema, na nossa avaliação, privilegia o poder econômico em detrimento da igualdade de oportunidades, e com isso, traz severa restrição para a participação ativa do cidadão na vida política. As reformas políticas feitas até então apenas pioraram isso, ao se confundir quantidade de partidos com a qualidade da representação política, impuseram exigências ainda maiores para candidaturas populares, isto é, para aqueles que buscam, de forma prioritária, articular ideais e propostas, e não compor força política e poder financeiro.
Por sua vez, há um contexto ideológico de considerável complexidade e aspereza. O campo da esquerda, que historicamente se formou como o espaço de crítica, e superação positiva, do stato quo (uma situação, via de regra, da injustiça e da espoliação), hoje é vista, de forma equivocada, como sinônimo de aparelhamento de Estado e sistemas patrimonialistas de gestão pública. Ao contrário disso, a perspectiva da esquerda, em essência e para ser coerente, seria a da justiça social, ampliação da democracia, efetivação dos direitos sociais, ética, transparência e a promoção do bem-estar social de todos.
Tal distorção reverbera dois problemas: o rebaixamento ou até inviabilidade de um debate civilizado e respeitoso; e a criação de novos constrangimentos para a participação políticas das pessoas.
Observamos isso em várias situações, a saber, o receio ou até medo de retaliações (seja na família ou no trabalho) das pessoas mais simples ou o cidadão comum em participar da vida pública e política, podendo emitir a sua opinião ou expressar suas aspirações sem que, devido a isso, venha a sofrer desgastes emocionais, ameaças ou outros prejuízos.
Enfim, reiteramos que a luta eleitoral não é o único caminho para se buscar justiça social. Orientamos todos os nossos militantes, simpatizantes, ou simplesmente a todos os cidadãos, que não abram mão do seu direito de protagonismo político, de lutar pelo que é seu de direito, de lutar por um mundo melhor! 
A rigor, o autêntico poder popular, nossa principal bandeira, não será construído por nenhum segmento político separado ou sozinho, mas tão somente pela mobilização massiva, e sem hesitação ou constrangimento de nenhuma natureza, da população, mas uma população que agregue e empodere seus participantes a priorizar a sua própria emancipação!
Ousar lutar, ousar vencer, ousar construir o poder popular!

PCB – Comitê Municipal de Palmas

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Convocação para CONVENÇÃO DO PCB de Palmas/TO.




Comunicamos a todos os interessados que será realizada no dia 23/07/2016 a partir  das 14h30, sábado, na Câmara Municipal de Palmas (quadra 501 sul, na avenida Teotônio Segurato), a CONVENÇÃO ELEITORAL 2016 DA COMISSÃO MUNICIPAL DO PCB DE PALMAS/TO.
 


Édi Augusto Benini
Secretário Político da Comissão de Palmas/TO

domingo, 5 de junho de 2016

O PCB do Tocantins começa a discutir a sucessão municipal de Palmas.

No último dia 4 de julho em um evento realizado na Câmara de Vereadores de Palmas, aconteceu o seminário do PCB com o tema  "Construindo uma opção de enfrentamento, uma opção contra a espoliação do interesse público e pelo bem estar social" com o Prof. Édi Benini - secretário político do PCB de Palmas/TO. Após a palestra foi aberto um debate onde se discutiu  a conjuntura das políticas publicas municipais.

Estiveram presentes membros do comitê estadual e municipal, representantes de movimentos, e demais interessados em saber qual a posição do partido quanto as eleições municipais.

Pré Candidatura. 

Em nota o PCB informou que foi lançada a pré candidatura do Professor Édi Bemini a prefeitura municipal e que a convenção municipal do partido está marcada para o dia 23 de Julho de 2016 a realizar-se naquela casa de leis.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

PCB lança pré-candidato à Prefeitura de Palmas



Em reunião ocorrida na noite dessa quinta feira 28, membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizaram informes, deliberaram sobre as situações financeiras e internas do partido, além de definirem estratégias de ação para os próximos meses. O Grupo também lançou na ocasião a pré-candidatura do professor da UFT, Édi Benini, para concorrer à Prefeitura de Palmas, nas próximas eleições municipais.